Mísseis iranianos atingem navio dos EUA no Estreito de Ormuz, diz agência

Segundo a agência de notícias Fars, o navio navegava próximo ao porto de Jask e teria desrespeitado regras de navegação e segurança marítima.
Ainda de acordo com a publicação, o ataque ocorreu após a embarcação ignorar um aviso emitido pela Marinha iraniana. A agência não citou fontes.
Trump declarou que os Estados Unidos iniciariam nesta segunda-feira a escolta de navios pelo estreito estratégico, que antes da guerra no Oriente Médio era uma das principais rotas de transporte de petróleo, gás e fertilizantes. A região permanece sob forte tensão após o bloqueio imposto pelo Irã.
Estados Unidos nega ataque
Pouco depois, o Comando Central dos EUA negou qualquer ataque e afirmou que nenhuma embarcação americana foi atingida. Segundo o órgão, as forças do país seguem apoiando o “Projeto Liberdade” e mantendo o bloqueio naval aos portos iranianos.
🚫 CLAIM: Iranian state media claims that Iran’s Islamic Revolutionary Guard Corps hit a U.S. warship with two missiles.
✅ TRUTH: No U.S. Navy ships have been struck. U.S. forces are supporting Project Freedom and enforcing the naval blockade on Iranian ports. pic.twitter.com/VFxovxLU6G
— U.S. Central Command (@CENTCOM) May 4, 2026
Até o momento, não há registro de danos ou vítimas.
Escolta de navios
Trump anunciou um plano para que as forças de seu país escoltem navios no Estreito de Ormuz a partir desta segunda-feira, mas o comando militar do Irã advertiu que atacará as tropas americanas se a operação for levada adiante.
O Irã fechou quase por completo a passagem pelo Estreito de Ormuz, crucial para o tráfego mundial de combustíveis, desde que Estados Unidos e Israel iniciaram os ataques contra o país em 28 de fevereiro. Em represália, Washington mantém um bloqueio naval aos portos iranianos.
Trump anunciou no domingo a nova operação marítima em Ormuz, batizada de “Projeto Liberdade”, e a descreveu como um gesto “humanitário” para ajudar os marinheiros bloqueados na passagem marítima, que, segundo o presidente americano, poderiam estar ficando sem alimentos e outros suprimentos essenciais.
A partir da manhã de segunda-feira, no horário local, a Marinha americana escoltará, através do Estreito de Ormuz, navios de países “que não têm nada a ver com o conflito no Oriente Médio”, anunciou Trump no domingo.
Resposta do Irã
O Irã respondeu com ameaças às forças americanas. “Alertamos que qualquer força armada estrangeira – especialmente as agressivas forças militares americanas – será alvo de ataques se tentar se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz”, declarou o general Ali Abdollahi, do comando central do Exército iraniano.
O presidente da comissão do Parlamento iraniano responsável pela segurança nacional, Ebrahim Azizi, afirmou que qualquer “interferência” dos Estados Unidos em Ormuz seria uma violação do cessar-fogo, em vigor desde 8 de abril.
Segundo a empresa especializada em monitoramento marítimo AXSMarine, até 29 de abril havia 913 navios comerciais de todo tipo no Golfo.
“Muitos navios sofrem com a escassez de alimentos e de tudo que é necessário para que as tripulações possam permanecer a bordo em condições adequadas”, destacou Trump.
*Com informações da AFP





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