Em diário escrito durante a Copa de 2002, Felipão exaltava a união do grupo

Na última coluna, destaquei o corte do volante Emerson na véspera da estreia da seleção na Copa de 2002, fato que foi registrado pelo técnico Luiz Felipe Scolari em um diário feito durante a campanha do penta. O treinador colocava no papel as próprias impressões sobre os jogadores e a evolução da equipe no andamento da Copa.
A vitória por 2 a 0 contra a Alemanha, com dois de Ronaldo, artilheiro da Copa com oito gols, ampliou a hegemonia da seleção em Copas. No diário escrito pelo técnico brasileiro, o pentacampeão desabafou ao falar sobre a conquista: “Alegria, choro, emoção, volta olímpica, abraços e penta. Taça na mão. Voltamos ao hotel e liberamos todos. Nós permanecemos até 4h da manhã revivendo tudo o que realizamos neste ano da seleção. Até neste momento de festa, notamos o quanto foi importante termos saído do Brasil para a Espanha. Malásia e amistosos que realizamos antes e depois de começar a pré-temporada de Copa. (…) Procuramos devolver aos atletas a confiança. (…) Mostramos ao mundo a competência de um departamento médico e as qualidades dos nossos preparadores físicos e dos nossos fisioterapeutas, não esquecendo o nosso grupo de apoio que foi maravilhoso. (…).”
Felipão destacava que o grupo ficou junto 53 dias até o título. Sobre o esquema tático utilizado, alvo de críticas, o treinador explicou que apostou em três zagueiros e que “como alguns não entendiam qual era o esquema de jogo do Brasil, volto a frisar [que] ‘usei todas as qualidades dos atletas’, com variações para determinados momentos.” O técnico apontava que o esquema variou durante a Copa e que a seleção foi hábil em ocupar espaços, surpreender os adversários e chegar sempre à frente. Os trechos do diário estão publicados no livro “Felipão, a alma do penta” (ZH publicações/2002), de Ruy Carlos Ostermann. Vale a pena conferir!





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