Veja a importância do laudo da Defesa Civil e o que fazer após danos por chuvas em Juiz de Fora

Moradores ainda têm dúvidas sobre laudo para casas desocupadas em Juiz de Fora
Após as chuvas de fevereiro que deixaram mais de oito mil pessoas fora de casa em Juiz de Fora, o laudo da Defesa Civil tornou-se necessário para moradores que buscam retomar a rotina.
O documento atesta a condição do imóvel e orienta se a estrutura oferece riscos, sendo o primeiro passo para qualquer reparo ou pedido de auxílio financeiro.
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O morador deve, primeiramente, identificar a classificação indicada no laudo. As situações variam entre liberado, interdição temporária, parcial, preventiva ou total.
Segundo o engenheiro civil José Maria Guimarães Martins, entender essa definição é o que determina os próximos passos:
"Em casos de interdição parcial, por exemplo, o risco pode estar restrito a apenas uma área da casa, permitindo a permanência da família em outros cômodos seguros", explicou.
Quando procurar um engenheiro e como usar o laudo
O laudo da Defesa Civil funciona como um guia técnico. Se o documento apontar problemas estruturais ou riscos em encostas, o proprietário deve contratar um engenheiro civil para avaliar a situação e projetar as soluções definitivas.
"No próprio laudo já mostra o que é o problema e o que deve ser feito, ou seja, se tem que fazer um projeto de drenagem, de contenção ou de estabilidade do talude. Com essas informações você já tem um caminho técnico para contratar um engenheiro especializado na área que foi orientado e fazer um projeto pra tornar aquela área segura mesmo em períodos chuvosos", reforçou José Maria.
Além da parte técnica, o laudo é um comprovante oficial para que o cidadão acione seguradoras ou solicite apoio junto ao poder público e órgãos de assistência.
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Orientação para quem aguarda a vistoria
Devido à alta demanda em Juiz de Fora, o atendimento da Defesa Civil pode apresentar demora, mas a solicitação da vistoria deve ser mantida.
Para as famílias que estão fora de casa e ainda não têm o documento, a orientação é procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da região. O órgão oferece suporte social e acolhimento mesmo antes da conclusão do laudo técnico sobre a estrutura da moradia.
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