• Alfenas, 23/06/2026
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Merice Lacerda

O Exército deve melhores explicações sobre ET de Varginha

FAB tratou episódio envolvendo OVNI´s com transparência

Imagem da internet
O Exército deve melhores explicações sobre ET de Varginha

Recentemente, em 19 de maio, completaram-se quarenta anos do episódio que ficou conhecido como a "Noite Oficial dos OVNI´s no Brasil". Naquela data, foram detectados por radares civis e militares, vinte e um objetos voadores não identificados nos céus do país. Foram acionados cinco caças militares cujos pilotos relataram o avistamento de luzes multicores que se moviam em ziguezague. Quando os pilotos se aproximavam para travar o radar, os alvos apagavam as luzes e aceleravam a velocidades absurdas, sumindo das telas.

Em março de 1990, num episódio parecido, pilotos belgas conseguiram travar o radar e surpreenderam o mundo com os seus dados: os objetos aceleravam de 240 km/h a 1.700 km/h em dois segundos e desciam ao plano do solo em poucos instantes - uma tecnologia inimaginável em termos de engenharia aeronáutica.

Os dois episódios foram tratados com franqueza pelos respectivos governos, e aqui vale destacar o caso brasileiro. O Ministro da Aeronáutica da época convocou uma entrevista coletiva, forneceu os dados coletados e os gráficos dos radares. A imprensa deu ampla cobertura ao caso.

O mesmo não ocorreu com relação a outro episódio famoso da ufologia mundial, conhecido como o caso do "E.T. de Varginha". E aí, vem a pergunta: é um fato ufológico, é um fato militar muito mal explicado ou são as duas coisas?

O Inquérito Policial Militar (IPM) concluiu que o suposto E.T. seria, na verdade, um homem com problemas mentais que teria sido visto de cócoras próximo a um muro. O relatório tentou dar uma explicação sociológica para o que aconteceu na rua, mas ignorou quase que totalmente a gigantesca engrenagem logística e médica que se moveu nos bastidores. Passados trinta anos, as dúvidas em torno do caso só aumentam.

A primeira delas é: por que o Exército foi acionado se era, de fato, apenas um homem de cócoras?

Ao que parece, o evento foi tratado desde o primeiro minuto, não como um caso de polícia ou ecologia, mas como uma operação de defesa nacional de alta prioridade. E aí fica a questão: o Exército já aguardava algum chamamento neste sentido? E se aguardava, qual era o motivo?

Existem teorias a respeito. Algumas dizem que o Exército brasileiro já estava de sobreaviso devido a um alerta do governo americano e que a criatura, na verdade, era uma vítima fugindo de algum laboratório dos EUA onde teria passado por transformações genéticas que produziram severas deformidades físicas.

Outra ponta solta na história oficial é a presença não explicada de vários caminhões do Exército no hospital de Varginha, onde teria sido operada a criatura encontrada. E a partir daí, a história fica mais intrigante.

Segundo entrevista do neurocirurgião Ítalo Venturelli ao G1, na data fatídica, ele se deparou com cerca de dez caminhões do Exército na entrada do Hospital Regional, ao retornar ao local. Havia uma repórter e muitas pessoas nos arredores. Na ocasião, ele ouviu de seu colega, o médico Marcus Vinícius (atualmente falecido), que este havia realizado uma operação em uma criatura.

O Dr. Venturelli relatou ter visto pessoalmente o ser operado pelo colega. Segundo ele, tinha estatura de uma criança de sete anos, pele branca, crânio em forma de gota, boca e olhos lilases também em forma de gota, além de três protuberâncias na cabeça. Não exalava cheiro e parecia entender tudo, inclusive chegou a virar a cabeça de forma calma. No início, o médico que realizou o atendimento, afirmava que havia colocado uma válvula na cabeça da criatura, depois, passou afirma que havia feito apenas uma sutura. Acesse: https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2026/01/20/medico-diz-que-escondeu-relato-sobre-suposta-criatura-em-hospital-de-varginha-ate-da-familia-eu-sei-o-que-eu-vi.ghtml 

Para aumentar o mistério, há relatos também que naquela mesma noite, houve a captura de uma segunda criatura pelo policial militar Marco Eli Chereze que faleceu poucas semanas depois devido a uma infecção generalizada.

No dia seguinte, caminhões do Exército foram vistos novamente no Hospital Regional, culminando no que seria a transferência do "material" em comboio para a Unicamp, em Campinas.

O segredo de Estado e a manutenção de narrativas evasivas corroem a confiança nas instituições democráticas. Seja o objeto de captura um experimento militar sigiloso, uma trágica anomalia biológica, ou, de fato, uma inteligência não humana, a sociedade brasileira possui o direito à verdade. Trinta anos depois, as explicações burocráticas do Exército não são mais suficientes. É hora de abrir os arquivos e esclarecer, definitivamente, o que aconteceu nos bastidores da operação E.T. em Varginha.


Merice Lacerda

Advogada em Alfenas-MG

Só os loucos não mudam de ideia. Para Marco Antonio.



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