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Ex-escrivão acusado de matar músico enfrenta novo júri 10 anos após o crime em Poços de Caldas

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Ex-escrivão acusado de matar músico enfrenta novo júri 10 anos após o crime em Poços de Caldas


Ex-escrivão acusado de matar músico enfrenta novo júri em Poços de Caldas
O ex-escrivão da Polícia Civil Thiago Galvão Bernardes vai a júri, nesta quinta-feira (13), pelo assassinato do músico Júlio Antônio Gonçalves Villas Boas, em Poços de Caldas (MG).
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Ele responde por homicídio qualificado, sob a acusação de ter utilizado recurso que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual, por supostamente ter alterado a cena do crime após o disparo.
Estudante de 24 anos foi morto por escrivão da Polícia Civil em Poços de Caldas
Reprodução EPTV
Este é o segundo julgamento do crime, que aconteceu em 2016. Segundo a denúncia, Bernardes, que era escrivão da Polícia Civil na época, Villas Boas e outra pessoa estavam em um apartamento consumindo bebidas alcoólicas quando o acusado disparou uma arma e atingiu o músico, que morreu no local.
Uma testemunha disse à polícia que, quando chegaram ao local, o escrivão sacou a arma e disparou, aparentemente sem motivos. Após o tiro, o dono do apartamento fugiu do local e acionou o socorro. Quando a polícia chegou, o músico já estava morto, e o escrivão foi encontrado ao lado do corpo, confuso e com sinais de embriaguez.
Ex-escrivão acusado de matar músico enfrenta novo júri 10 anos após crime em Poços
Bernardes, que trabalhava na Delegacia de Cabo Verde (MG), foi preso em flagrante após o crime.
Dois anos após a morte, o então policial civil foi levado a júri popular. Na ocasião, a defesa sustentou que o disparo foi acidental e os jurados desclassificaram a acusação de homicídio doloso (quando há a intenção de matar).
Bernandes foi condenado a dois anos, um mês e 12 dias de prisão. Como já estava preso desde 2016, foi colocado em liberdade após o julgamento.
O Ministério Público recorreu da decisão e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais anulou o primeiro julgamento, determinando a realização de um novo júri, que foi marcado oito anos depois, após vários recursos da defesa ao longo dos últimos anos.
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