Ex-diretor do Banco Central residente em Guaxupé é alvo de operação da PF.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã de quarta-feira (4), uma nova fase da Operação Compliance Zero e teve como um dos alvos o economista Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil e morador de Guaxupé, cidade localizada na mesma região de Alfenas.
Operação e medidas judiciais
A investigação faz parte de um inquérito que apura um suposto esquema bilionário envolvendo fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas ao Banco Master.
Por determinação do Supremo Tribunal Federal, o ex-diretor passou a cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. A decisão foi autorizada pelo ministro Gilmar Mendes, relator do caso na Corte.
Segundo a decisão judicial, Paulo Sérgio responderá ao processo em liberdade, mas sob monitoramento eletrônico e outras restrições determinadas pela Justiça.
Suspeitas investigadas pela PF
De acordo com as investigações da Polícia Federal, o economista é suspeito de ter utilizado sua posição de influência dentro do Banco Central para favorecer o empresário Daniel Vorcaro.
A apuração aponta que o ex-diretor teria prestado uma espécie de “consultoria informal” ao empresário, recebendo vantagens financeiras em troca de facilitar operações ou suavizar processos de fiscalização envolvendo a instituição financeira.
Entre os elementos reunidos pelos investigadores estariam pagamentos indiretos e benefícios, como custeio de viagens para familiares do servidor, supostamente em troca de informações privilegiadas e proteção institucional.
Restrições impostas pela Justiça
As ordens judiciais expedidas pelo Supremo Tribunal Federal incluem:
- Monitoramento eletrônico por meio de tornozeleira;
- Recolhimento domiciliar no período noturno e aos finais de semana;
- Proibição de acesso às dependências do Banco Central;
- Proibição de contato com outros investigados;
- Entrega do passaporte à Polícia Federal.
Já o empresário Daniel Vorcaro teve a prisão preventiva decretada nesta fase da investigação.
O fato de um dos investigados residir em Guaxupé chama atenção para a proximidade com cidades do Sul de Minas, como Alfenas, já que os municípios estão localizados na mesma região geográfica.
Até o momento, porém, não há confirmação oficial de que as irregularidades investigadas tenham ocorrido diretamente em cidades da região, embora a presença de um investigado residente em Guaxupé evidencie a conexão regional do caso.
As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Federal e com supervisão do Supremo Tribunal Federal.
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