Estupro no RJ: filho de subsecretário de Direitos Humanos é um dos suspeitos do crime

O filho do subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro é um dos suspeitos de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em 31 de janeiro, em Copacabana, na zona sul da capital fluminense. Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, teve a prisão decretada pela Justiça e é considerado foragido.
Ele é filho de José Carlos Costa Simonin, que ocupa cargo na pasta vinculada ao governo de Cláudio Castro (PL). Procurado pela reportagem, o subsecretário não se manifestou até a publicação deste texto. O espaço segue aberto. A defesa do suspeito também não foi localizada.
Segundo as investigações da Polícia Civil, cinco pessoas foram identificadas como envolvidas no crime — quatro maiores de idade e um adolescente. As prisões dos quatro adultos foram decretadas pela Justiça.
Um dos suspeitos, Matheus Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, se apresentou à polícia nesta terça-feira (3) e foi preso. A reportagem tenta contato com a defesa. Já a defesa de João Gabriel Xavier Bertho afirmou, em nota enviada ao Estadão, que nega “com veemência” a ocorrência de estupro e emboscada. Segundo os advogados, ele não possui histórico de violência e ainda não teve oportunidade de ser ouvido. As defesas dos demais investigados não foram localizadas.
Também nesta terça-feira, a 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio negou pedido de habeas corpus que buscava revogar a prisão de três dos suspeitos que seguem sendo procurados. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou que não pode divulgar mais detalhes porque os processos que envolvem estupro e menores tramitam em segredo de Justiça.
Como o crime aconteceu
De acordo com a investigação, o adolescente convidou a vítima, colega de escola, para ir a um apartamento em Copacabana. Ele teria pedido que ela levasse uma amiga, mas a jovem foi sozinha.
Ainda no elevador, o rapaz avisou que outros amigos estariam no local. A adolescente teria dito que não queria qualquer envolvimento com eles. Já no apartamento, ela foi levada ao quarto pelo jovem e, durante a relação sexual, os outros quatro entraram no cômodo. Segundo a polícia, a vítima pediu para não ser tocada, mas os suspeitos teriam tirado a roupa e cometido a violência.
Reações do governo
Em nota publicada nas redes sociais, a secretária estadual Rosangela Gomes afirmou ter tomado conhecimento “das graves denúncias envolvendo o filho do subsesecretário Simonin” com “profunda indignação e tristeza”. Segundo ela, a gestão é pautada pela defesa dos direitos das mulheres e pelo combate à violência, e não compactua com qualquer ato que fira a dignidade feminina ou a integridade de jovens.
Ainda de acordo com a secretária, por meio do Governo do Estado, a Secretaria da Mulher está prestando apoio jurídico e psicológico à adolescente e à família.
Ao Estadão, a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos reafirmou compromisso “inegociável com a proteção da dignidade humana, com o respeito à vida e com a garantia de direitos da população fluminense”.
O Governo do Rio também divulgou nota em que repudia “veementemente o ato de extrema violência cometido contra uma adolescente em um apartamento em Copacabana”. O governo não comentou o fato de um dos suspeitos ser filho do subsecretário.
*Com informações da Agência Brasil e Estadão Conteúdo








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