CBF salva Série B, mas faz exigências

São 20 clubes representando 18 cidades diferentes do país. A maioria pertence à liga Futebol Forte União (FFU) e está bem insatisfeita com ela. As principais críticas são: negociação ruim de direitos de transmissão, cotas baixas (entre R$ 7 e R$ 13 milhões na média), falta de transparência nos números e repasses, e sensação de que a Série B é tratada como produto secundário.
A CBF tinha dado a entender que ia parar de bancar as despesas de logística (viagens, hospedagem, arbitragem etc.), mas os clubes avisaram que isso poderia gerar um caos financeiro na competição.
Diante da pressão, a CBF decidiu continuar pagando cerca de R$ 50 a 60 milhões no total para cobrir esses custos operacionais — o que evita uma crise imediata.
Em troca, os clubes terão que cumprir regras mais rígidas: principalmente manter salários e obrigações financeiras em dia, com comprovação frequente.
Se não cumprirem, o dinheiro vira empréstimo de verdade e será descontado depois (geralmente das cotas de Copa do Brasil).
Ou seja: a CBF quer evitar o colapso financeiro da Série B, mas aproveita para forçar uma melhora na governança dos clubes — algo que o futebol brasileiro precisa há décadas, mas que sempre encontra muita resistência.
Pesquisas recentes apontam que esses 20 clubes juntos têm, numa faixa mais aceita, entre 15 e 22 milhões de torcedores.
Os quatro grandes nordestinos (Sport, Ceará, Fortaleza e Náutico) + Goiás e América-MG concentram a maior parte dessa torcida, provavelmente 60–70% do total da Série B.
O Sport aparece como o que tem a maior torcida da competição, seguido de perto por Ceará e Fortaleza.
Entre os clubes paulistas da Série B, pela ordem aproximada de torcida: Ponte Preta (Campinas), Botafogo-SP (Ribeirão Preto), Novorizontino e São Bernardo.
Enfim… a vida é dura para todo mundo nessa divisão. Até a próxima!
Série B: CBF salva, mas cobra caro.






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