Motorista de ônibus é alvo de ofensas racistas em ponto e registra agressões em vídeo no Centro de Pouso Alegre, MG

Motorista de ônibus é alvo de ofensas racistas em ponto e registra agressões em vídeo
Um motorista do transporte público de Pouso Alegre (MG) foi vítima de ofensas racistas enquanto trabalhava em um ponto de ônibus na Avenida Duque de Caxias, na região central da cidade. As agressões foram registradas em vídeo pela própria vítima e repercutiram nas redes sociais. Agora, o trabalhador busca a responsabilização da autora dos insultos.
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Segundo Alexandre da Silva Vilela, motorista da empresa Expresso Planalto, a confusão começou após ele orientar uma mulher sobre uma área destinada exclusivamente aos funcionários.
"Ela chegou, ficou sentada ali, brincando com o motorista ali, uma brincadeira sem graça que o motorista não gosta. Aí teve um momento que eu falei com ela: olha, tem uma placa. Realmente tem uma placa inscrita somente para funcionários. Ela começou como se eu tivesse xingado, ofendido, algo grave para ela, que ela começou me atacando, me chamando de preto, macaco, desgraçado e tudo, qualquer tipo de nome", relatou.
Motorista de ônibus é alvo de ofensas racistas em ponto e registra agressões em vídeo no Centro de Pouso Alegre
Reprodução EPTV
O motorista afirmou que decidiu gravar a situação. Segundo ele, não seria a primeira vez que enfrentava esse tipo de episódio.
"Eu filmei dessa vez. Como cidadão, isso aí já não é a primeira vez que está acontecendo, não vai ser a última", disse.
Alexandre também lamentou as dificuldades que, segundo ele, enfrenta para buscar seus direitos.
"Além de ir ao Ministério Público, correr atrás do meu direito, a imprensa, eu sou perseguido", afirmou.
Após o caso, a vítima informou ter feito uma denúncia ao Ministério do Trabalho. O motorista também procurou a base móvel da Polícia Militar instalada na Praça Senador José Bento.
Segundo Alexandre, ele foi informado inicialmente de que precisaria apresentar o nome ou o endereço da agressora para registrar a ocorrência. Como não conhecia a identidade da mulher, o boletim não foi confeccionado naquele momento.
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Procurada pela EPTV, a Polícia Militar informou que o registro da ocorrência deve ser feito mesmo quando a vítima não possui a qualificação do autor. De acordo com a corporação, a identificação do responsável pode ocorrer posteriormente durante a investigação. A PM informou ainda que a situação será apurada.
A empresa Expresso Planalto também se manifestou sobre o caso. Em nota, informou que medidas administrativas e jurídicas estão sendo adotadas e que um supervisor permaneceu à disposição do colaborador durante todo o atendimento relacionado ao episódio.
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