Milei diz que as Malvinas são da Argentina e vai punir empresas que exploram petróleo na região
O presidente da Argentina, Javier Milei, disse nesta quinta-feira (3) em pronunciamento que assinará um decreto para punir as empresas envolvidas na exploração de petróleo nas Ilhas Malvinas, aumentando a pressão sobre empresas que operam no território disputado sem a aprovação de Buenos Aires.
“Por história e por direito as Ilhas formam parte do terrítório argentino desde as origens da nossa nação. Em 1833 o Reino Unido ocupou as Malvinas, expulsou as autoridades argentinas e se instalou uma situação colonial que continua até os dias de hoje”, disse Milei.
Milei falou ainda que é um risco para os recursos petrolíferos argentinos. “Se hoje não atuarmos com firmeza e celeridade, em poucos meses terão a capacidade material de se apropriar das reservas de petróleo que estão embaixo do nosso mar, algo que nunca havia acontecido antes”, disse.
Ele se referia ao Projeto Sea Lion, um empreendimento de exploração de petróleo offshore localizado ao norte das Ilhas Malvinas e operado pela Navitas Petroleum
O projeto Sea Lion “pretende instalar uma unidade petrolífera em grande escala sobre a plataforma continental argentina, a 220 km das Ilhas Malvinas”, afirmam os denunciantes em um comunicado que acompanha a ação.
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, já havia condenado, na quarta-feira (2), o projeto de exploração petrolífera de uma empresa britânica na bacia das Ilhas Malvinas, arquipélago cuja soberania é disputada por Buenos Aires e Londres.
“Estão acontecendo coisas nas Malvinas que são decisões unilaterais do Reino Unido, as quais nós não só rejeitamos, mas que repudiamos de forma muito clara”, disse Quirno em um fórum político de direita em Buenos Aires.
O chanceler acrescentou que a Argentina “deve ter todas as ferramentas possíveis” para defender seus interesses e recuperar a soberania das ilhas.
Argentina e Reino Unido reivindicam a soberania sobre o arquipélago, pelo qual travaram uma guerra em 1982. O conflito terminou com a rendição de Buenos Aires após 74 dias de combates, durante os quais 649 argentinos e 255 britânicos morreram. Desde então, a disputa segue pela via diplomática.
*Com informações da AFP






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