‘Diabo Loiro’: ex-padrasto de MC Ryan SP é alvo de nova operação contra o PCC
O ex-padrasto do funkeiro MC Ryan SP, Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, voltou a ser alvo das autoridades em uma operação deflagrada nesta sexta-feira (8) contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação é conduzida em conjunto pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil.
Segundo a polícia, Eduardo Magrini ostentava nas redes sociais uma vida de luxo, com carros importados, viagens internacionais e patrimônio milionário. Nas plataformas digitais, onde reúne mais de 100 mil seguidores, ele se apresentava como produtor rural e influenciador do universo dos rodeios.
As apurações também atingem o filho de Magrini, suspeito de movimentar dinheiro ilícito por meio de empresas ligadas ao setor musical. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em contas bancárias dos investigados, além do sequestro de veículos e outros bens.
Ao todo, a Polícia Civil cumpre 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga. Durante a operação, foram apreendidos caminhões, automóveis, dinheiro em espécie e animais de alto valor comercial, entre eles o boi “Império”, considerado o terceiro mais bem ranqueado do Brasil.
Eduardo Magrini já estava preso preventivamente desde outubro do ano passado, após investigação do GAECO de Campinas que apura um suposto plano do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho.
De acordo com as autoridades, Magrini teria participação direta na chamada “Sintonia FM” da facção criminosa, setor responsável pela administração de pontos de venda de drogas. As investigações também apontam que ele participou da coordenação dos ataques promovidos pelo PCC em maio de 2006 contra bases policiais, delegacias e estruturas de segurança pública no estado de São Paulo.
A série de atentados, considerada a maior ofensiva criminosa já registrada no estado, completa 20 anos na semana que vem. Conforme a investigação, “Diabo Loiro” teria atuado especialmente em ações direcionadas contra agentes e estruturas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
A “Operação Caronte” marca ainda o início de um projeto de integração entre a Polícia Civil e o Ministério Público voltado ao combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro no estado de São Paulo.
A coluna não conseguiu contato com a defesa de Magrini, por isso o espaço segue aberto para a atualização.





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