Rússia confirma cessar-fogo de dois dias com a Ucrânia

A trégua ocorre em função das celebrações do Dia da Vitória, no sábado (9), que marca a derrota da Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial e é considerado o feriado mais importante na Rússia. “Sim, estamos falando dos dias 8 e 9 de maio”, disse Peskov ao ser questionado sobre a pausa no conflito durante uma entrevista coletiva.
A Rússia já havia anunciado um cessar-fogo de dois dias na segunda-feira (4). Horas depois, a Ucrânia também anunciou uma trégua, que teria início 0h de quarta-feira (6). No entanto, Kiev acusou Moscou de ter desrespeitado a pausa.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sibiga, afirmou que a Rússia lançou mais de 100 drones e três mísseis nas primeiras horas de quarta-feira.
“Isto demonstra que a Rússia rejeita a paz e que seus falsos apelos para um cessar-fogo em 9 de maio não têm relação com a diplomacia. Para Putin, só importam os desfiles militares, não as vidas humanas”, escreveu Sibiga em publicação no X.
Questionado sobre a trégua proposta pela Ucrânia, Peskov respondeu apenas que “não houve reação por parte da Rússia a isso”. O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, afirmou responderia “de maneira recíproca” a qualquer violação de sua iniciativa.
“É evidente para qualquer pessoa razoável que uma guerra em larga escala e o assassinato diário de pessoas constituem um péssimo momento para ‘celebrações’ públicas”, disse. “A escolha da Rússia é uma rejeição evidente a um cessar-fogo e a salvar vidas.”
Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia ameaçou atacar Kiev caso a Ucrânia “execute os seus planos terroristas criminosos durante as celebrações do Dia da Vitória”
Neste ano, o tradicional desfile militar em Moscou não contará com alguns equipamentos, como tanques e mísseis. Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, a medida foi adotada devido à “situação operacional atual”.
Peskov afirmou que as celebrações também contarão com medidas de segurança adicionais “em vista da ameaça terrorista representada pelo regime de Kiev”, especialmente em torno do presidente russo, Vladimir Putin.






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