Democratas investigam perdões concedidos por Trump por suposta corrupção

Estão entre os investigados os perdões concedidos aos bilionários das criptomoedas Changpeng Zhao, que se declarou culpado por lavagem de dinheiro; ao operador de casas de repouso Joseph Schwartz, condenado por crimes tributários; e ao empresário Trevor Milton, sentenciado a quatro anos de prisão em 2023 por mentir para investidores.
Foram enviadas cartas, no mês passado , a mais de uma dúzia de beneficiados pelas medidas para descobrir se eles receberam tratamento favorável de Trump ou de seus assessores.
Os democratas também investigam o impacto desses perdões sobre milhares de vítimas financeiras. As cartas afirmam que os perdões de Trump estão “privando vítimas de compensação e justiça”, citando a eliminação de centenas de milhões de dólares em indenizações e multas devidas às vítimas de crimes.
A CBS também divulgou que a concessão de perdões passou a ser alvo de escrutínio no segundo mandato de Trump devido ao benefício concedido a aliados processados criminalmente e também a pessoas que contrataram indivíduos próximos ao presidente. Nas cartas, os democratas argumentam que Trump parece ter recompensado aliados de uma forma que se afasta da descrição da Suprema Corte sobre clemência executiva como “um ato de graça” voltado ao “bem-estar público”.
Os parlamentares pediram contratos que mostrem quanto dinheiro foi pago pelos beneficiados a advogados, lobistas, influenciadores e outras pessoas que fizeram lobby junto a Trump. Também solicitaram comunicações entre os beneficiados e autoridades federais, registros de doações para Trump ou grupos ligados a ele e outros documentos relacionados aos esforços para obter clemência.
“Se eles não responderem, correm o risco de se tornarem alvo de futuras investigações do Congresso e de possíveis novas ações criminais”, disse Dave Min à CBS News. Segundo ele, a ideia de que pessoas condenadas possam “driblar o sistema de Justiça” mostra “o que há de errado nos Estados Unidos sob esta administração”.
Os democratas são a minoria na Câmara e no Senado, por isso eles não têm poder de intimação e dependem da cooperação voluntária dos perdoados. Contudo, ainda segundo informações publicadas pela CBS News, o tema deve se tornar uma das principais frentes de fiscalização caso o partido recupere maioria nas eleições legislativas deste ano.
A Casa Branca negou qualquer irregularidade. A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que qualquer pessoa “gastando dinheiro para fazer lobby por perdões está desperdiçando dinheiro” e disse que o governo possui um “processo robusto de revisão de perdões”.







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