Líder do Republicanos sobre reunião com Flávio Bolsonaro: ‘boa, mas inconclusiva’

Nos bastidores, Flávio tenta consolidar apoios fora do PL, especialmente entre partidos do centrão, mas tem encontrado resistência. A conversa com Marcos Pereira não resultou em avanço ou sinalização de apoio. A legenda demonstra incômodo com a condução das negociações, marcada por decisões consideradas unilaterais e falta de diálogo prévio.
Tarcísio pode ajudar?
Apesar das dificuldades no plano nacional, Flávio mantém forte proximidade com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o que alimenta a expectativa de um apoio consistente no âmbito estadual. Tarcísio é visto como peça-chave para garantir um palanque robusto em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.
Por outro lado, o cenário nacional ainda é incerto. A tendência dentro do Republicanos, neste momento, é de neutralidade no primeiro turno, liberando diretórios estaduais para decidirem seus próprios apoios. Essa postura reflete divisões internas e o interesse em preservar autonomia política.
E o ou a vice?
Outro ponto em aberto é a escolha do vice na chapa de Flávio. Dois nomes ganham destaque: a senadora Tereza Cristina e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Tereza é vista como opção com boa aceitação no agronegócio e entre eleitores moderados, enquanto Zema agrega peso por comandar Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.
No entanto, há entraves: Zema ainda avalia uma candidatura própria ao Planalto, enquanto Tereza Cristina não demonstrou disposição clara para compor como vice. Diante disso, a definição da chapa segue indefinida.
O episódio evidencia as dificuldades de Flávio Bolsonaro em ampliar sua base de apoio, especialmente no centrão, o que pode impactar diretamente a viabilidade de sua candidatura no cenário nacional, apesar de avanços pontuais no campo estadual.





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