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Terra Nostra e Pantanal: quem é José Dumont, ator preso por estupro de menino de 11 anos

jovempan.com.br
Terra Nostra e Pantanal: quem é José Dumont, ator preso por estupro de menino de 11 anos


O ator José Dumont, de 75 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (4), no bairro do Flamengo, na zona sul do Rio de Janeiro. A ação foi realizada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro em cumprimento a mandado de prisão decorrente de condenação pelo crime de estupro de vulnerável.


De acordo com registros policiais, em 2022, o artista levou um menino de 11 anos, filho de uma ambulante que vendia cuscuz na porta do prédio onde ele morava, até seu apartamento. Moradores denunciaram a situação e relataram que a criança já teria ido outras vezes ao imóvel.


A pena de nove anos e quatro meses foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, com trânsito em julgado.


Trajetória na TV e no cinema


Com mais de quatro décadas de carreira, José Dumont construiu trajetória no cinema, na televisão e no teatro. Nascido em Bananeiras (PB), em 1º de agosto de 1950, iniciou a carreira artística no cinema, em 1977, ao interpretar Severino em Morte e Vida Severina.


Na televisão, ganhou projeção nacional ao viver Gil Marruá na primeira versão de Pantanal, exibida na década de 1990 pela extinta Rede Manchete. Também participou de produções como América, Terra Nostra, A História de Ana Raio e Zé Trovão e Mandacaru.


Seu trabalho mais recente na TV Globo foi como o coronel Eudoro Mendes em Nos Tempos do Imperador, exibida em 2021. Após o início das investigações, a emissora informou que o ator foi retirado do elenco de Todas as Flores, produção lançada no Globoplay.


No cinema, esteve em títulos como O Homem Que Virou Suco, A Hora da Estrela, Abril Despedaçado, Narradores de Javé, Era o Hotel Cambridge e Dois Filhos de Francisco, no qual interpretou Miranda, empresário ligado às duplas sertanejas retratadas no filme.


Condenação por material pornográfico infantil


Em 2023, José Dumont foi condenado por possuir e armazenar fotografias e vídeos pornográficos envolvendo crianças e adolescentes. A sentença foi proferida em 3 de julho pela juíza Gisele Guida de Faria, da 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.


De acordo com a decisão, o réu tinha ciência da ilegalidade dos atos e armazenava grande quantidade de material pornográfico infantil em dois dispositivos pessoais — seu computador residencial e seu telefone celular — circunstância que, segundo a magistrada, evidencia maior grau de culpabilidade.


*Com informações do Estadão Conteúdo





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